O campeão paulista Marathon/Franca, que foi desmontado para a formação da superequipe do Vasco, há duas temporadas, vê com tristeza a situação enfrentada pelos atletas que seguiram para o Rio. E também com apreensão sobre como isso poderá influir no futuro do esporte e da seleção brasileira. ‘‘Os jogadores sem salários, em sua maioria, são nossos amigos’’, observa o técnico Daniel Wattfy que, no entanto, tem uma certeza. ‘‘Nenhuma equipe de São Paulo teria cacife para trazê-los de volta pagando os mesmos salários.’’
A apreensão vem do fato que hoje, Vasco, Flamengo e Botafogo estão todos com salários atrasados, empregam oito dos 12 jogadores da última seleção brasileira, seis deles no Vasco. ‘‘Imagine o que poderia ocorrer se esses times deixarem de existir?’’
O técnico francano disse que não foi uma opção conservadora os investimentos mais moderados feitos pelos times de São Paulo que disputam o Nacional. Simplesmesnte, não foi possível competir com os patamares salariais fixados pelo Vasco. ‘‘O pulo foi muito alto e os outros clubes jamais teriam condições de competir. Nosso orçamento é quase o mesmo há quatro anos.’’ Daniel observou que muitos acreditaram e até tornaram-se defensores da proposta do Vasco, mesmo com salários ‘‘irreais’’ para o mercado. O treinador observa que Franca trabalha mesclando jogadores renomados e experientes com 40% de jovens, uma forma de enxugar a folha de pagamento e manter a filosofia de formação.

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