São Paulo - O futebol brasileiro enfrentou vários problemas dentro e fora do campo em 2001, como os escândalos envolvendo dirigentes de clubes e federações - apurados pela CPI do Futebol - e o sofrível desempenho da seleção. Mas manteve um título mundial: o de campeão de exportação de jogadores. E com um novo recorde. De janeiro a novembro, 733 atletas deixaram o País para jogar no exterior, um aumento de 4,51% em relação às ''exportações'' (701) verificadas no ano anterior. Os dados são da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), por meio de seu Departamento de Registros.
Os negócios com o exterior renderam, entre os meses de janeiro e setembro, US$ 114,9 milhões, segundo o Banco Central. Um aumento de 17% em relação ao mesmo período do ano de 2000. A transação mais vultosa deste ano foi a do atacante Geovani, do Cruzeiro para o Barcelona espanhol, por US$ 18 milhões.
O maior importador de atletas brasileiros é Portugal, com cerca de 30% do total. O idioma familiar e o rotineiro interesse de clubes de várias divisões por jogadores de menor expressão e, portanto, mais baratos, são fatores que justificam o alto volume de negócios. Depois, vem o Japão, com 10%.

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