Crise na Ásia afasta os GPs
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sexta-feira, 06 de março de 1998
Livio Oricchio Agência Estado 
O presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), Max Mosley, sabe que já não pode mais usar os países asiáticos em suas tradicionais ameaças. Toda vez que sua entidade enfrentava alguma dificuldade para realizar uma corrida, como recentemente na Bélgica, Mosley advertia com sua frase pronta: Vocês não querem mais a Fórmula 1? Tudo bem, existem muitos países da Ásia desejando organizar uma prova. A crise no continente exigirá outra postura do dirigente.
As quedas nas bolsas nesses países tiveram já desdobramentos nos planos futuros da F-1. O circuito que o governo da Malásia estava construindo próximo a Kuala Lumpur teve suas obras paralisadas. O contrato de patrocínio do ministério de Turismo da Malásia com a equipe Stewart foi cancelado no final de 97. Os coreanos do grupo privado Sepoong, responsáveis pela construção de um circuito a cerca de 400 quilômetros de Seul, já avisaram Mosley das dificuldades em seu país.
O chineses figuravam como alternativa para ocupar o lugar deixado vago com o cancelamento do GP de Portugal, ainda este ano. Já avisaram que para esta temporada não vai dar. A corrida do ano que vem, em Zhuhai, no entanto, eles estão garantindo.
Quem praticamente garantiu sua reinclusão no calendário deste ano foi a França. A justiça francesa havia dado ganho de causa à TV France 3, que não pagou os direitos para transmitir a corrida de Magny-Cours. Como o precedente era perigoso demais, a FIA e a associação dos construtores, Foca, se recusavam a levar a F-1 para lá.
Tenho de cumprir meu contrato com a TF1 e a Canal Plus que pagaram regularmente pelos diretos de transmitir o Mundial, afirmou Bernie Ecclestone, presidente da Foca. A data provável para a corrida é 28 de junho, mas pode vir a ocupar o lugar do de Portugal, dia 11 de outubro.


