Crise já começa a rondar o São Paulo
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quinta-feira, 28 de maio de 2009
Giuliander Carpes<br> Agência Estado 
São Paulo - Ninguém no São Paulo ousa admitir, mas a crise ronda o Morumbi. Tecnicamente, o time não consegue entusiasmar nem o torcedor mais fanático. Seu futebol antes pragmático, agora não funciona. A equipe conquistou apenas uma vitória nos últimos oito jogos - não vence desde o dia 22 de abril, quando bateu o colombiano América de Cali, por 2 a 1, na última rodada da fase de grupos da Libertadores.
Como se não bastasse o jejum de vitórias, a insatisfação parece estar espalhada por todos os escalões. Os mais incomodados são os jogadores. Depois da derrota por 2 a 1 para o Cruzeiro, na última quarta-feira, no Mineirão, pelas quartas de final da Libertadores, o atacante Borges disparou seu descontentamento em direção ao técnico Muricy Ramalho, mostrando estar insatisfeito com a reserva.
O também atacante Dagoberto foi outro que reclamou. Escolhido por Muricy como titular para o jogo contra o Cruzeiro - ocupou justamente a vaga que era de Borges -, ele disse que o time do São Paulo não está jogando bem e que os jogadores de frente estão sendo sacrificados pelo esquema tático. ''A bola não chega lá na frente'', acusou.
Até membros da direção do clube estão descontentes. O principal alvo das críticas é mesmo Muricy, que improvisa jogadores demais em posições diferentes e, assim como nos últimos três anos, tarda a dar um padrão de jogo à equipe. A demora pode custar, pelo quarto ano seguido, o título da Libertadores, uma verdadeira obsessão para os dirigentes e os torcedores são-paulinos.
Até o presidente do clube, Juvenal Juvêncio, já manifesta inconformismo. ''Não tivemos competência para buscar a vitória contra o Cruzeiro'', opinou o dirigente, que, no passado, manteve Muricy no cargo mesmo com as seguidas eliminações na Libertadores. Dessa vez, um tropeço logo nas quartas de final, diante do Cruzeiro, aliado à má campanha no Brasileirão, seria a gota d'água para uma mudança.


