São Paulo - Sábado, no Estádio dos Aflitos, o Palmeiras perdeu para o Náutico ao som do frevo vindo das bandas em meio a torcida. Hoje, porém, é a vez de soarem as cornetas do Parque Antarctica. A queda de Jair Picerni, uma nova lista de dispensas e até dossiês contra o presidente Mustafá Contursi ganham força em seus corredores com a pífia campanha até aqui na Série B (uma derrota, dois empates e a 20 posição).
Ainda nos vestiários de Recife, o técnico se apressou a dizer que não pediria demissão. ''Isso de jeito nenhum'', afirmou. ''Sou profissional, e isso não passa pela minha cabeça.'' Ele assumiu o time com a fama de especialista em ascenso, mas não vem funcionando. Maus resultados, atritos (Zinho é o exemplo) e desmandos (Gustavo foi recomendado e dispensado) arranharam sua imagem.
Picerni, por seu lado, atribuiu a crise à má sorte. Reclamou das lesões de Magrão e Edmílson no começo da partida. ''Traçamos planos para cada jogo, mas não funcionam porque sempre perdemos peças importantes antes ou no início dos jogos'', declarou. Ao contrário do goleiro Marcos, o treinador preferiu poupar o ataque, que perdeu várias chances de gol.

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