Crise financeira castiga grandes clubes do Rio
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domingo, 06 de janeiro de 2002
Agência Estado 
Rio de Janeiro - Mergulhados em uma crise financeira sem precedentes, os grandes clubes do Rio tentam formar suas equipes para a temporada de 2002 dando prioridade à manutenção da base do ano passado. A falta de dinheiro impediu que as vultosas transações de compra e venda de jogadores, comuns no início de cada ano, se realizassem. A continuidade do trabalho dos técnicos também foi uma alternativa adotada.
Com uma dívida de aproximadamente R$ 140 milhões, o Flamengo tenta fazer malabarismos para reformular seu elenco. Os constantes desentendimentos entre seus jogadores também forçaram o clube a se desfazer de alguns dos principais nomes do elenco. O meia Beto já foi para a Grécia, o atacante Edílson está indo para o Cruzeiro e o meia Petkovic dificilmente continuará no clube.
Para não descaracterizar totalmente o Flamengo, os dirigentes do clube conseguiram contratar, por empréstimo, o Juninho Paulista.
Já o Vasco, que não cumpriu com o pagamento de grande parte de seus compromissos financeiros durante 2001, estabeleceu o valor máximo de R$ 100 mil para o salário dos jogadores. A exceção fica para o artilheiro Romário. O objetivo dos dirigentes vascaínos é o de manter o artilheiro do Campeonato Brasileiro de 2001 e o atacante Euller na equipe.
No Botafogo, a esperança está fora dos gramados. A contratação de Bebeto de Freitas, para o cargo de diretor-executivo, aumentou a confiança em dias melhores. Mesmo com as dificuldades, o dirigente já conseguiu contratar os volantes Romeu, ex-Corinthians, e Carlinhos, ex-Portuguesa-SP, mas perdeu o lateral-direito Leonardo para o Vasco.
Dos grandes do Rio, o Fluminense é o único que não deve realizar contratações e permanecer com o grupo que chegou à semifinal do Brasileiro. O clube conseguiu renovar o contrato do técnico Oswaldo de Oliveira e, agora, luta para acertar a situação dos jogadores.


