Crise de confiança no Paraná
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sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
Luciano Balarotti<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Os ventos da crise, que rondaram o Atlético na vitória contra o Corinthians Paranaense, devastaram o Paraná, mergulhado na lanterna do Campeonato Estadual, ainda sem somar pontos. Após duas rodadas, os dois grandes clubes da Capital seguem devendo um futebol de mais qualidade às suas torcidas, desconfiadas com o mau início da competição.
O Furacão, que escapou do vexame diante do Timãozinho em dois lances fortuitos - o primeiro em jogada de pura sorte de Henan, que viu seu chute errado desviar na zaga e parar nas redes, o segundo graças à boa jogada individual de Guerrón, que serviu Madson -, ao menos conquistou três pontos. Com isso, ocupa posição intermediária na classificação, que espera melhorar com uma vitória caseira sobre o Iraty, na partida que abre a terceira rodada da competição, amanhã à tarde.
E mesmo sem apresentar um bom futebol na partida de quarta-feira, o Atlético não deve ter novidades na escalação para enfrentar o Azulão. Ao menos é o que planeja o técnico Sérgio Soares, que declarou preferir o time atuando com apenas um volante e três meias, cabendo a Paulo Baier a responsabilidade de ajudar na marcação. ''A tendência é seguirmos com essa formação, com o Paulo dando combate no meio-campo e o Alê mais dedicado à marcação'', conta o treinador.
Em oposição à certa tranquilidade atleticana, causada pelo primeiro triunfo no campeonato, o Paraná já atravessa a primeira crise de confiança na recém-iniciada temporada. Somando duas derrotas, em que sofreu um total de cinco gols, o Tricolor pode voltar ao esquema 3-5-2 utilizado no ano passado já no clássico diante do Coritiba, domingo, na Vila Capanema. Esta deverá ser a solução adotada por Roberto Cavalo para minimizar as falhas defensivas, individuais e coletivas, exibidas pelo time nas derrotas para Corinthians e Rio Branco. Os erros, admitidos pelos próprioas atletas, impediram que a equipe tivesse melhor sorte nas duas rodadas iniciais.
''Os erros foram claros sim, mas também tem muita falta de entrosamento. Nossa equipe é bastante jovem e o treinador ainda está buscando a formação ideal'', explica o zagueiro Rafael Vaz, um dos 12 contratados este ano, reconhecendo a falha no lance do pênalti a favor do Rio Branco, que originou o segundo gol da equipe parnanguara.


