A crise econômica está ameaçando a participação do Grêmio Londrina/Aguativa no Campeonato Nacional de Basquete Masculino Adulto. A possibilidade do clube não ter seu contrato renovado com a Prefeitura de Londrina - o município, por causa da crise brasileira, pretende cortar pela metade as despesas em todos os setores - pode significar o abandono da competição. O primeiro reflexo foi a dispensa, ontem, dos dois jogadores norte-americanos, o armador Randy Bolden e o pivô Byron Bell, os maiores salários do elenco.
A dispensa de Randy e Byron foi decidida numa reunião da qual participaram o assessor de esportes da prefeitura, Paulo Vicente Viana; o treinador Enio Vecchi; o supervisor Nelsinho Ferreira; e o assistente técnico José Henrique Saviani. Os motivos alegados foram dois: econômico (com o aumento do dólar, o salário deles também aumentou) e técnico: os jogadores não teriam se entrosado com a equipe.
‘‘Apesar de bons jogadores, eles sentiram a falta de entrosamento e não renderam o que nós esperávamos’’, disse o técnico Enio Vecchi. Por sinal, ele pouco aproveitou os americanos na partida da última sexta-feira, diante do Flamengo, e nem os utilizou domingo diante do Uberlândia. Ambos já estão desligados do grupo e não viajam amanhã para o Rio de Janeiro, onde o Grêmio faz dois jogos - diante do Botafogo, na quinta-feira, e contra o Vasco, no domingo. Após seis rodadas, o Grêmio ocupa a 6ª colocação. Classificam-se os oito primeiros para os playoffs decisivos.
O que mais preocupa jogadores e comissão técnica, porém, é a possibilidade do Grêmio não ter o contrato renovado com a prefeitura. ‘‘O contrato já era para estar renovado e, se isso não acontecer até o dia 31, é certo que o clube será obrigado a abandonar a competição, pois não terá como honrar os contratos dos jogadores’’, observou Paulo Vicente Viana. O município repassa, atualmente, R$ 60 mil mensais ao clube.
Segundo o assessor de esportes do município, a meta do município é reduzir as despesas em 50% em todos os setores. ‘‘Se isso acontecer, será o fim do basquete masculino. Vale ressaltar que este valor é o mesmo há dois anos e seria uma pena jogar fora todo um trabalho que vem sendo realizado’’, afirma Paulo Vicente, ressaltando que o valor anual desta ajuda, R$ 700 mil, é uma das mais baixas, uma vez que o time do Valtra, de Mogi das Cruzes, recebe cerca de R$ 2 milhões. ‘‘Dois meses desta verba que recebemos é um mês do salário do Bernardinho, técnico do Rexona (time de Curitiba, bancado em parte pelo Governo do Estado, que disputa a Superliga feminina de vôlei)’’, compara Vicente.

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