Crise afeta Grande Prêmio Brasil de Atletismo
São Paulo, 08 (AE) - A crise econômica do País e a recente desvalorização do real vão obrigar o diretor-geral do Grande Prêmio Brasil de Atletismo, Victor Malzoni Jr., a organizar este ano o "meeting da sobrevivência". Ele garante, porém, a realização do evento, marcado para o dia 23 de abril, no Estádio Célio de Barros, no complexo esportivo do Maracanã, no Rio. "A alta do dólar vai encarecer o torneio, mas nós conhecemos bem o evento e vamos arrumar soluções", diz o empresário, vice-presidente da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt). "Vamos gastar menos em dólar e tentar fazer o melhor possível."
A experiência de 14 anos, certamente, vai ajudar. Com vários contatos nos Estados Unidos e na Europa, a estratégia é convidar atletas de locais mais acessíveis. "Em vez de termos atletas de Arkansas, vamos buscar competidores na Flórida ou na Califórnia", lembra o direigente. "Só aí podemos fazer uma economia de US$ 800 em cada passagem aérea."
Diante do problema, Malzoni Jr. não se preocupa em contratar a participação de grandes estrelas do esporte. O empresário, que já trouxe ao Brasil atletas do nível de Carl Lewis, Edwin Moses, Said Aouita, Ben Johnson, Sergei Bubka, Michael Johnson e Donovan Bailey, entre outros, quer apenas cumprir as exigências técnicas da IAAF. "A participação de estrelas no torneio este ano é um problema secundário", comenta. "Queremos apenas garantir a competição." Pelas regras da Federação Internacional, o Grande Prêmio precisa ter a presença de pelo menos 4 atletas ranqueados entre os 50 melhores do mundo em cada 1 das provas oficiais do torneio.
Prefeitura - Etapa de abertura do circuito Grand Prix da Federação Internacional de Atletismo (IAAF), a competição não deverá retornar a São Paulo, como se especula no Rio. Malzoni Jr. tem consciência dos problemas enfrentados pela prefeitura do Rio, uma das patrocinadoras do meeting internacional. "Tenho ainda verba da IAAF, do governo do estado, da TV Globo e de alguns patrocinadores como o McDonalds", diz o empresário. "Não temos motivos para mudar o evento de cidade."
O GP Brasil de Atletismo é disputado no Rio desde 1996, quando a cidade lançou sua candidatura para sede da Olimpíada de 2004. Antes disso, a competição, que teve sua primeira edição em 1985, foi realizada na pista do Conjunto Deportivo do Ibirapuera
em São Paulo. O torneio do ano passado, que teve o canadense Donovan Bailey, recordista mundial dos 100 metros rasos, como grande atração, custou cerca de US$ 800 mil. O circuito Grand Prix - nível 1 - deste ano terá dez competições. As principais são de Osaka, Lausanne, Nice Estocolmo e Colônia.





