São Paulo - O futebol sul-americano inicia hoje a disputa da Libertadores, torneio com 30 clubes da região mais dois representantes do México, em meio a maior crise dos últimos dez anos, conforme definição do presidente da Confederação Sul-Americana, o paraguaio Nicolás Leoz, que prevê queda superior a 50% nas receitas da entidade no biênio 2002/2003.
San Lorenzo, Vélez Sarsfield, Talleres, River Plate e Boca Juniors, os representantes da Argentina no torneio, dependem da ajuda do governo para bancar os salários dos jogadores até julho, quando termina a Libertadores.
Julio Grondona, presidente da Associação de Futebol Argentino, disse à reportagem que todos eles têm mantido contato com a administração de Eduardo Duhalde para buscar uma fórmula que os impeça de cair no buraco. ‘‘O governo precisa ajudar, porque em tempos de crise o futebol é o viagra do povo. Se ele parar, a população fica ainda mais revoltada.’’ No Uruguai e no Chile a situação não é muito melhor. Os dois países cogitaram adiar o início de seus campeonatos devido à falta de patrocinadores.

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