O atacante camaronês Eto'o acusou a Federação Camaronesa de Futebol de querer
assassiná-lo, depois de denúncias feitas contra a má administra ção do futebol em seu país.
Os dirigentes da Federação Camaronesa de Futebol querem me matar. Vivo agora sob escolta de um grupo de seguranças e um deles dorme diante da minha porta.
Não faço isso por esnobismo, mas por segurança - disse Eto'o à revista camaronesa Je Wande.
Os cuidados de Eto'o vão muito além apenas da companhia dos seguranças. O atacante, que defende o clube russo Anzhi, tem outras precauções.
Não uso camisas enviadas pela federação. As peço diretamente da Puma. Assim como não faço minhas refeições junto com os meus companheiros de seleção
para evitar que ponham veneno na comida - revelou o atacante.
Eto'o ainda qualificou na entrevista os dirigentes do seu país como incompetentes e corruptos. Ele está na África do Sul, onde acompanhou a final da Copa Africana
de Nações.
Camarões, outrora uma potência do continente, não conseguiu se classificar para o torneio ao ser eliminado pela surpresa Cabo Verde. Esta foi a segunda ausência
consecutiva dos camaroneses na competição continental.
Essa não é a primeira vez que Eto'o entra em uma confusão na seleção camaronesa. Em 2005, ele brigou com o companheiro Womé
após o mesmo ter perdido um pênalti decisivo na disputa por uma vaga na Copa do Mundo de 2006, na qual Camarões ficou de fora.

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