Cribari sonha com um 2012 melhor
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quinta-feira, 08 de dezembro de 2011
Thiago Mossini <br> Reportagem Local 
Pouco aproveitado no Cruzeiro em seu primeiro Campeonato Brasileiro, o experiente zagueiro Emilson Cribari, 31 anos, espera ter um 2012 melhor no clube mineiro. Ele tem contrato até o fim de junho e espera que, com uma boa pré-temporada, possa ganhar seu espaço.
De férias em Londrina, o jogador analisou a estreia no futebol brasileiro após 13 anos na Itália e chegou à conclusão que a falta de uma boa preparação foi um dos principais motivos para que ele não conseguisse se firmar.
''Foi bem difícil. Eu vinha de um período de férias após a disputa do (Campeonato) Italiano com o Nápoli e senti muito a falta da pré-temporada. A adaptação também foi mais difícil do que eu esperava'', analisou o jogador.
Cribari desembarcou em Belo Horizonte em julho passado, mas não conseguiu uma sequência de jogos. Fez apenas quatro partidas como titular e foi muito questionado. Aliado a isso estava a fase do time mineiro, que só escapou do rebaixamento na última rodada, com a goleada por 6 a 1 sobre o rival Atlético-MG. ''O momento do Cruzeiro também foi uma pancada a mais. Pensei 'vou ter que começar do zero' como foi quando comecei na Itália, com 17 anos. O que fiz antes do Cruzeiro não valia para o torcedor, para os treinadores'', completou o jogador, que já disputou a Liga dos Campeõs da Europa e chegou a ser convidado para defender a seleção italiana.
Mesmo sendo tão pouco aproveitado, ele não se arrependeu de ter trocado o Nápoli pelo Cruzeiro. O sonho de atuar em um grande clube do país foi realizado. ''Na Itália, atingi meus objetivos. Cheguei ao ápice na Lazio, mas de dois anos para cá meu rendimento já não era o mesmo. A vontade de voltar era grande e encontrar um time de muita tradição, organizado'', disse.
Cribari fica de férias até o dia 4 de janeiro, quando se reapresenta ao técnico Vágner Mancini com o objetivo de convencê-lo que pode ser titular. ''Espero ter uma sequência de jogos. Jogar esporadicamente, além da falta de ritmo, atrapalha o lado psicológico'', finalizou.


