Criatividade ajuda nos treinos
PUBLICAÇÃO
domingo, 10 de fevereiro de 2002
Agência Lancepress 
A delegação brasileira é representada, em grande parte, por atletas que vivem fora do país, e lá se interessaram pelos esportes de inverno como lazer. No cross country, Franzisca e Alexander moram na Noruega; Ricardo, do luge, e Eric, do bobsled, vivem em Boston, nos EUA. Já Mirella, do esqui alpino, vive em São Paulo, mas esquia desde os cinco anos em férias pelo mundo inteiro. Há até uns brasileiros de coração, ou seja, naturalizados. Nikolai, do esqui, nasceu em Genebra, na Suíça; e Alexander é americano, da Filadélfia.
Quem vem na contramão das características vive com mais profundidade a estranha experiência de praticar um esporte em clima contrário ao exigido. Os meninos do bobsled, com exceção de Eric, vivem em São Paulo, e podem ser considerados os reis do improviso. Treinaram, e muito, na praia e em pistas de atletismo.
Eu tinha de treinar. Adaptei um carrinho de carregar colchões e saí empurrando. Todo mundo riu, mas aderiu, conta Cristiano Paes.
Outro estranho no ninho é Renato Mizogushi, do luge. Embora more no Japão, o brasileiro vive na maior correria para sobreviver. Mesmo depois de ter se profissionalizado, Renato trabalha quase o ano todo, mas pede demissão no inverno para competir.


