Crianças aprendem taekwondo brincando
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sábado, 17 de setembro de 2011
Rafael Souza <br> Reportagem Local 
Quando o taekwondo foi criado, em 1955, pelo general sul-coreano Choi Hong Hi para servir como defesa para o seu exército, nem se imaginava que um dia seria uma modalidade olímpica. Em pouco tempo, a luta cresceu e ganhou adeptos no mundo todo. No Brasil, o esporte chegou no início da década de 70, trazido pelo mestre Sang Min Cho.
De lá para cá, o Brasil tornou-se um celeiro de bons taekwondistas e viu a modalidade se firmar de vez após a medalha de bronze conquistada pela paranaense Natália Falavinga nas Olimpíadas de Pequim, em 2008. Mais popular, o esporte passou a ser procurado também por crianças, mas a metodologia essencialmente disciplinar ainda é um entrave para os futuros campeões.
Na tentativa de deixar o aprendizado um pouco mais 'light' para as crianças, o mestre Jair Queiroz foi buscar na escola um jeito simples de fortalecer o vínculo delas com o esporte. Com uma pedagogia totalmente inovadora, ele incorporou às aulas de seus alunos iniciantes brinquedos e jogos. Experiência que agradou, e muito, a quem está começando.
''A pergunta que fazemos é: 'O que uma criança gosta de fazer?' Brincar seria a resposta, por isso a nossa didática prioriza o lúdico, sem perder a noção que se trata de uma modalidade marcial que tem características e técnicas específicas. A criança deve vir para a academia como quem vai para um parque de diversões'', argumenta o mestre, um dos pioneiros do esporte em Londrina e região.
O treinamento adaptado por Queiroz é dividido em duas categorias. Na primeira, a Baby - para crianças de dois a seis anos - as crianças aprendem seus primeiros golpes brincando com bolas coloridas, cones e miniaturas de bichos. Para os alunos de sete a 12 anos, pouca coisa muda. Apenas os brinquedos são substituídos por jogos de tabuleiro.
''A criança não percebe que está treinando. Ela treina brincando. Toda aula a gente cria algo diferente para não deixar monótono também. É isso que acaba diferenciando dos métodos mais tradicionais'', compara o mestre. Apesar da aula um pouco diferente, o professor garante que a essência do taekwondo é mantida. ''Mantenho muito a base tradicional, apenas a pedagogia é um pouco diferente, eu diria até futurista'', completou Queiroz, que é formado em Psicologia.
A pequena Ângela Cristina Vieira, de 6 seis anos, pratica há apenas quatro meses. Tempo suficiente para eleger as aulas de taekwondo uma de suas 'brincadeiras' preferidas. ''Gosto muito de vir aqui brincar e lutar'', disse ela. Um pouco ''mais experiente'' no taekwondo, Gabriel Bernardi, 12, também aprova o estilo de aprendizado implantado pelo mestre Queiroz. ''Dá para aprender legal'', diz o garoto, que treina há um ano e meio.


