Há cerca de 20 anos, Adelina Magedanz era apenas uma menina superativa. Para tentar canalizar tanta energia, sua mãe resolveu inscrevê-la no recém-iniciado projeto de ginástica rítmica de Toledo. Hoje, além de formada em educação física, atua como instrutora de atletas do juvenil no projeto de alto rendimento da Sadia/Toledo/Sesi.
Ela explica que no início os projetos sociais espalhados pelas escolas de Toledo tinham como foco a descoberta de talentos. ''Até hoje é um dos objetivos, mas o principal é a parte de cidadania'', aponta, citando noções de disciplina, respeito mútuo e higiene pessoal que faltam para muitas crianças carentes.
Durante este período, Adelina já presenciou, quando estava concluíndo o curso de educação física, meninas que foram suas alunas ingressando no mesmo curso na faculdade. ''Elas buscaram uma formação superior graças ao projeto'', completa.
Ela também conviveu com todas as dificuldades que o grupo passou, desde ter que limpar o ginásio para treinar até mandar pintar bolas para variar as cores. ''Nos primeiros anos não tínhamos tapete e nem aparelhos. Hoje é tudo importado'', ressalta.
Dentre as pessoas com as quais conviveu, Adelina cita dois nomes importantes: Gabriela Andreolli e Nicole Muller. A primeira foi pioneira a compor a seleção brasileira de ginástica rítmica, na época que ainda estava sediada em Londrina. ''Na época disputou dois Pan-Americanos. Hoje ela mudou de área, mas na época deu exemplo de superação'', assinala.
Já Nicole Muller atua até hoje como professora no projeto e foi a única toledana a disputar os Jogos Olímpicos. ''Ela tem um respeito grande pelas pessoas. Sabe passar o conhecimento para os mais novos'', completa. (R.O.)

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