Criado há 30
anos, museu
guarda história
Um lugar onde se respira a história do clube. Assim é o Museu do Coritiba. Criado em 29 de maio de 1969, na gestão do então presidente Evangelino da Costa Neves, o espaço foi idealizado pelo major Antônio Couto Pereira, que durante a velhice e até a morte cuidou pessoalmente do acervo.
Hoje o diretor do museu é Honório Hungria, e quem cuida do espaço com dedicação exclusiva é Eliane Costa Sagaz. Coritibana desde pequeninha, Eliane se orgulha de frequentar o estádio desde os oito anos. Ela trabalha no museu há quatro anos e sabe com poucos contar a história do alviverde paranaense e do bairro onde o clube cresceu.
Localizado sob as arquibancadas de fundos do Couto Pereira, o museu funciona de segunda a sexta-feira, no horário comercial, e aos sábados até o meio-dia. Atualmente recebe mais de 50 pessoas por dia, fora as escolas que também agendam visitas. No acervo há 1.283 troféus, além de flâmulas, faixas, fotos, medalhas e verdadeiras relíquias, como a ata de fundação do clube. Uma raridade é uma foto de Garrincha com a camisa do Coritiba.
Segundo Eliane Sagaz, as peças mais procuradas pelos visitantes são a primeira Taça de Campeão Paranaense, o troféu de Campeão do Torneio do Povo e – a mais festejada – e o de Campeão Brasileiro de 1985. Eliane diz que também tem suas preferências dentro do local. ‘‘São tantas conquistas históricas que até me perco um pouco, mas o troféu de Campeão Brasileiro é uma das peças que mais me trazem emoção’’, conta, relembrando que em julho de 1985 ela e a família foram de carro ao Rio de Janeiro para acompanhar a decisão com o Bangu. (M.F.)

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