Criada agência mundial para combater o doping
Agência Estado
De Lausanne, Suíça
O Comitê Olímpico Internacional (COI) formalizou, ontem, em Lausanne, Suíça, a criação da Agência Mundial Antidoping para coordenar a luta contra as drogas proibidas que melhoram o desempenho no esporte. A sigla do organismo será Wada, do nome em inglês World Anti-Doping Agency. O canadense Dick Pound, vice-presidente do COI, foi indicado para presidir a Agência que terá sede temporária em Lausanne e a verba inicial de US$ 25 milhões.
A Agência Antidoping terá a função de acompanhar o desenvolvimento de listas de substâncias proibidas; coordenar a realização de exames de surpresa durante as fases de treinamentos, fora das competições; desenvolver procedimentos-padrão para coleta de material e realização dos testes; proporcionar a harmonia nas regras e sanções das confederações esportivas em todo o mundo; promover pesquisas sobre novos testes e credenciar laboratórios para aplicá-los - hoje são 27 os reconhecidos pelo COI.
Segundo um acordo entre o COI e a União Européia, a agência terá independência e vai ser integrada por representantes de entidades esportivas, governamentais e não-governamentais.
O Conselho da Agência está em formação, mas alguns membros já foram indicados, dentre eles Arne Ljungqvist, da Suíça, presidente da Comissão Médica da Federação Internacional de Atletismo (Iaaf); Prince Alexandre de Merode, da Comissão Médica do COI; Hein Verbruggen, presidente da União Internacional de Ciclismo; Robert Citrivlk, ex-jogador de vôlei dos Estados Unidos e Suvi Linden, ministro da cultura da Finlândia.
Para o presidente do Comitê Olímpico Brasiliero (COB), Carlos Arthur Nuzman, a criação da agência vai dar um equilíbrio na guerra dos organismos esportivos contra os fabricantes de doping. Os casos de doping são cada vez mais danosos à saúde dos atletas, gerando, inclusive, risco de vida, afirmou Nuzman. Com a agência, espero que o resultado final seja o combate efetivo ao doping.





