Cref não pretende coibir atividades recreativas
Em Londrina, o representante regional do Cref, Márcio André Ribeiro, começou, há dois anos, a verificar a situação das associações que mantêm treinamento esportivo. ''Não temos a intenção de coibir atividades recreativas, e sim apenas as que caracterizam exercício da profissão, como dar aulas e treinos de futebol. Se não há um profissional habilitado no local, eu informo o Cref, que manda uma notificação de que o clube precisa se regularizar'', relatou.
A maior parte das entidades notificadas são associações de moradores e escolinhas de bairro que inscrevem suas equipes nos campeonatos da Liga de Futebol de Londrina. Segundo o diretor-técnico da entidade, Octávio Gianelli, o 'Limpa Trilho', a Liga tem mais de 80 clubes filiados e uma minoria dos técnicos possui registro no Cref. Ele acredita que, fora as escolinhas registradas, existam outras dez a 15 ''piratas'' pela cidade. ''Nossa intenção é que a gestão dos clubes da Liga fique mais profissional. Por isso estamos motivando os treinadores a pedirem o registro de provisionado'', afirmou Gianelli.
Um dos que buscará se regularizar para poder trabalhar com tranquilidade é o coordenador da escolinha do Centro Social Urbano (CSU), Osmar França, o Baixinho, 51 anos. Ex-atleta, ele diz que trabalha com formação de garotos há 35 anos, 20 deles dedicados ao grupo do CSU. ''Trabalhei dez anos aqui como voluntário e já estou há dez como efetivo'', conta Baixinho, que sobrevive das doações de 20 comerciantes que apóiam o projeto social. ''Da molecada não cobramos um tostão sequer. Até fornecemos uniforme e chuteira para os que não têm dinheiro para comprar'', orgulha-se Baixinho, que concorda com a fiscalização do Cref. (J.K.)





