Craques de três gerações garantem: o LEC tem jeito
Áureo Nogueira
De Londrina
Apesar da crise financeira vivida pelo Londrina nas últimas duas décadas, jogadores de três gerações acreditam que o Tubarão possa representar bem a cidade e até se juntar aos grandes clubes do futebol brasileiro.
Ontem à tarde, a Folha reuniu para um bate-papo sobre o Londrina os atacantes Gauchinho, do time que conquistou o primeiro título estadual, em 62, e que até hoje é considerado o maior craque da história do clube; o bem-amado Carlos Alberto Garcia, que formou no time que ficou conhecido como Tubarão e foi o autor do gol do segundo título, em 81; e a maior promessa, Tadashi, de 18 anos.
O futebol sofreu muitas mudanças, dentro e fora do campo. Mas, em síntese, os três jogadores concordam que a cidade comporta um grande time. Para isso, entretanto, é necessário atrair investimentos que garantam a formação e a manutenção de uma equipe competitiva.
Para seduzir investidores, é fundamental ter credibilidade, destaca Garcia, lembrando que a imagem do Londrina sofreu alguns graves arranhões nos últimos anos e o clube ainda não conseguiu se recuperar. As notícias negativas, com a informação de que o clube tem dívidas, afastam possíveis interessados. É necessário recuperar a credibilidade, opina ele.
Para Garcia, o coordenador-geral do LEC, Célio Guergoletto, está desenvolvendo um trabalho heróico. Mas não basta. São necessários dedicação total e lastro financeiro, emenda Gauchinho. Um grupo de aproximadamente 20 empresários com força econômica pode formar e manter um grande time, acrescenta o campeão de 62.
O jovem Tadashi ainda não compreende muito bem o que acontece fora de campo. Mas, com a bola nos pés, ele sonha percorrer o mesmo caminho dos ídolos do passado. Como todo garoto em início de carreira no interior, o grande sonho é jogar num grande clube e chegar à Seleção Brasileira. No Londrina será difícil chegar lá. Mas o clube oferece uma boa estrutura, é conhecido em todo o Brasil e pode ser uma importante vitrina, diz o atacante, testemunhando que muitos jovens gostariam de pelo menos começar no Tubarão.





