Cristiano Ronaldo até que fez jogadas de almanaque, como a sequência de dribles no início. Ou a ótima visão no passe para Nani perder chance ainda na primeira etapa. Também deu pixotadas, uma falta na arquibancada, uma finalização de perna de pau na etapa final. Mas era visível que ele jogou no sacrifício e se poupou demais. Dez minutos um pouco mais frenéticos tanto na primeira quanto na segunda etapas e marcha lenta depois.
CR7 jogou pelo meio do ataque, ou mais pela esquerda, principalmente depois da entrada de Eder - ainda no primeiro tempo no lugar do lesionado (mais um?) Postiga. O capitão recebeu marcação especial e sempre que o time se defendia, ficava como referência para o contra-ataque. Só que o negócio não era impor velocidade. O craque recebia, limpava a jogada e dava o passe ou fazia algum lançamento.
E a ordem de Paulo Bento era: "se matem na marcação e deixem Cristiano Ronaldo descansar". Afinal, sem a bola, o jogador andava. No máximo, uma corridinha para sair da marcação .E como o camisa 7 sempre dá uma mancadinha após qualquer participação, de longe parecia que ele sentia algo.
Sua liderança é incontestável. No aquecimento saudou cada jogador em particular, com soquinhos; antes do apito inicial deu um abra- ço no lateral-esquerdo André Almeida, o substituto de Coentrão; no lance que marcou a virada da partida, quando só Portugal jogava foi até Raul Meireles e Bruno Alves reclamar do posicionamento. Na frente, a mesma coisa: por duas vezes ele indicou o melhor posicionamento para Eder.
Seu sacrifício só gerava vaia, já que muito se esperava do único astro de um time que marca mal e não é de ponta. Mas ele fez a jogada que acabou mantendo o fio de esperança português. Tem estrela.

Imagem ilustrativa da imagem Craque joga no sacrifício. No fim, vale a pena
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