Em apenas sete anos, a Chapecoense saiu do anonimato para se tornar uma das maiores sensações do futebol brasileiro. Em 2009, a equipe catarinense disputava somente a Série D do Campeonato Brasileiro, e após um terceiro lugar na competição daquele ano a história do clube começou a mudar.
Quem participou de parte desta ascensão foi o meia Silvinho, que após deixar o Londrina, em 2009, desembarcou um ano depois em Chapecó. O ex-jogador ressaltou que já naquela época o clube tinha um planejamento para chegar à Série A.
"Eles não pagavam muito, mas cumpriam com o prometido. Tínhamos reuniões francas com a diretoria para saber o que era possível pagar. O clube tinha a consciência, por exemplo, que era preciso melhorar e aumentar o estádio para chegar onde estão hoje", afirmou.
Silvinho relembra que o mesmo grupo de dirigentes que comanda o clube atualmente – muitos deles estavam no voo que caiu na Colômbia – já trabalhavam no início do projeto em 2009. "Lá todo mundo coloca dinheiro e contribui. O relacionamento entre eles é bom e ninguém pensa em interesses pessoais", revelou.
Em 2005, por pouco o time não teve as portas fechadas. Devido a uma dívida de R$ 1,5 milhão, a razão social teve que ser modificada para não decretar falência. Nesta época, o time sequer participava do Nacional. Diante do cenário desolador, um grupo de empresários da região se uniu para quitar a dívida de gestões passadas.
"Do valor arrecadado, 70% era investido no futebol, enquanto 30% era destinado para pagar as dívidas, que terminaram por completo em 2013", afirmou o presidente Sandro Parollo, presidente da Chapecoense, à Folha de S.Paulo, em setembro. Parollo morreu no acidente aéreo.
Em 2012 e 2013, o clube conquistou dois acessos consecutivos e chegou à elite do futebol brasileiro. Em 2015, a equipe conseguiu um dos maiores feitos da história do clube, que foi chegar às quartas de final da Copa Sul-Americana. O time foi derrotado pelo River Plate, mas a consagração e a afirmação no cenário internacional viria no ano seguinte.
Neste ano, a Chapecoense conseguiu a classificação inédita para a final da Sul-Americana. O "Verdão do Oeste", como foi apelidado pelos torcedores, desbancou o San Lorenzo, campeão da Libertadores em 2014 e disputaria a decisão, hoje, contra o Atlético Nacional, atual campeão continental. Pelo Campeonato Brasileiro, o clube ocupa a nona posição, com 52 pontos ganhos.
"Só espero que eles encontrem as pessoas certas para substituir as que se foram para continuarem fortes", apontou Silvinho. (L.F.C com Folhapress)

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