Com 26 troféus e 32 anos de idade, Cristiano Ronaldo não esconde a sua obsessão de provar ao mundo que é melhor que o argentino
Com 26 troféus e 32 anos de idade, Cristiano Ronaldo não esconde a sua obsessão de provar ao mundo que é melhor que o argentino | Foto: Pierre-Philippe Marcou/AFP



Londres - Com 32 anos, Cristiano Ronaldo se igualou ao argentino Lionel Messi e ganhou pela quinta vez o troféu de melhor jogador do mundo. No evento de gala da Fifa, em Londres, nesta segunda-feira, o português completou uma temporada de conquistas. Mas, acima de tudo, mandou uma mensagem de que não irá descansar enquanto não for consagrado como o melhor de sua geração.

Nesta edição votaram treinadores, capitães de seleções, torcedores e jornalistas. Messi e o atacante brasileiro Neymar completaram o pódio.

Com 26 troféus em sua carreira, Cristiano Ronaldo não esconde a sua obsessão de provar ao mundo que é melhor que o argentino. A rivalidade entre os dois dividiu a opinião pública e levou ambos os lados até mesmo a boicotar a entrega dos prêmios da Fifa em algumas das edições. O capitão do Real Madrid, agora, quer superar Messi e, assim, encerrar a polêmica que perdurou uma década.

"Esse é um momento único na minha carreira", afirmou o português, que quebrou o gelo elogiando Messi e Neymar. "São 11 anos que estou aqui nesse palco. Era algo que eu ambicionava", disse o jogador, apontando que as suas conquistas são fruto de "talento e trabalho".

Com uma ambição da dimensão de sua técnica, o português já é o esportista mais bem pago da história. Pelos próximos quatro anos, ganhará US$ 50 milhões de sua equipe. Com a Nike, fechou um contrato vitalício que pode render US$ 1 bilhão. Sua marca é nome de aeroporto em Portugal, de redes de hotéis, estátuas e dezenas de produtos de marketing. Nas redes sociais, conta com 275 milhões de seguidores, um recorde.

ACASO
Mas é em campo que ele quer marcar uma época. A caminho de completar 33 anos, Cristiano Ronaldo está também desafiando a idade. "Uma das coisas mais impressionantes é sua capacidade de se manter no topo por tanto tempo", disse o jamaicano Usain Bolt, múltiplo campeão olímpico no atletismo.

Seus assessores e observadores insistem que isso não ocorreu por acaso e que Cristiano Ronaldo focou o seu trabalho tanto na parte técnica como física. "Foram inúmeras as vezes em que vi o time inteiro de Ronaldo deixar um treinamento e ele insistir em permanecer, treinando faltas contra goleiros mais jovens ou simplesmente fazendo abdominais", contou Marcos Motta, um dos principais especialistas hoje em direito esportivo.

O prêmio deve ainda reforçar a discussão se Messi ou Cristiano Ronaldo são os melhores. Para o francês Zinedine Zidane, treinador do Real Madrid, não existem dúvidas: "Ronaldo é o melhor jogador de sua geração, de longe. Ele já demonstrou isso muitas vezes e o prêmio é merecido. Ele sempre quer provar que é o melhor e o é".

O ex-zagueiro Rio Ferdinand, um dos companheiros do português no Manchester United, acredita que Cristiano Ronaldo terminará a sua carreira como um dos três melhores da história do futebol.

Entre as mulheres, o prêmio de melhor jogadora do mundo em 2017 ficou para a holandesa Lieke Martens. Campeã da Eurocopa deste ano com o seu país, ela superou a venezuelana Deyna Castellanos e a norte-americana Carli Lloyd.

Zizou com a taça da Champions: o único a ganhar prêmio da Fifa como melhor técnico e jogador
Zizou com a taça da Champions: o único a ganhar prêmio da Fifa como melhor técnico e jogador | Foto: Filippo Monteforte/AFP



Zidane, o melhor dentro e fora de campo
São Paulo – O francês Zinedine Zidane, do Real Madrid, fez história nesta segunda-feira (23) ao ser eleito pela Fifa o melhor técnico do mundo. Ele desbancou os italianos Massimiliano Allegri, da Juventus, e Antonio Conte, do Chelsea, para ficar com a premiação. Nunca um ex-jogador que havia recebido da Fifa o prêmio de melhor atleta tinha conseguido a honraria como treinador. Zidane foi eleito o principal jogador de futebol do mundo em 1998, 2000 e 2003. Já o prêmio de melhor treinador começou a ser entregue em 2010.

Zidane já havia concorrido ao troféu na última edição da premiação, mas perdeu para o italiano Claudio Ranieri, que conquistou o inesperado título inglês com o Leicester City. Foi o próprio Ranieri que anunciou Zidane como vencedor. Em seu discurso, o francês agradeceu ao Real Madrid e a alguns jogadores da equipe, entre eles o português Cristiano Ronaldo.

Pesou a favor de Zidane a conquista de mais um título da Liga dos Campeões com o Real Madrid. O treinador, que já havia sido campeão na temporada 2015/2016, assegurou o bicampeonato com uma goleada por 4 a 1 contra a Juventus, em Cardiff. Zidane também foi campeão da última edição do Espanhol, com três pontos de vantagem para o rival Barcelona, e ganhou o título do Mundial de Clubes da Fifa em dezembro do ano passado.

TIME DO ANO
A seleção da Fifa de melhores jogadores do mundo contou com três brasileiros convocados com frequência pelo técnico Tite para defender o país. Os laterais Daniel Alves, do PSG, e Marcelo, do Real Madrid, e o atacante Neymar, também do PSG, estiveram entre os onze atletas premiados.

O restante do time foi composto pelo goleiro Buffon (Juventus), os zagueiros Sergio Ramos (Real Madrid) e Bonucci (Milan), os meias Kroos (Real Madrid), Modric (Real Madrid) e Iniesta (Barcelona) e os atacantes Cristiano Ronaldo (Real Madrid) e Messi (Argentina).

OUTRAS PREMIAÇÕES
O francês Olivier Giroud, do Arsenal, venceu o Prêmio Puskás de gol mais bonito do ano. O atacante desbancou a venezuelana Deyna Castellanos e o goleiro sul-africano Oscarine Masuluke, que havia feito um gol de bicicleta. Em premiação inédita, Buffon foi eleito o melhor goleiro do mundo. Ele superou Navas, do Real Madrid, e Neuer, do Bayern de Munique. (Folhapress)

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