A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Câmara dos Deputados que investiga o contrato da empresa Nike com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) começou ontem, a levantar as contas das federações estaduais e verificou que a maioria não tem fontes de renda própria. O presidente da CPI, deputado Aldo Rebelo (PC do B-SP), constatou que hoje há um alto grau de dependência das entidades com a CBF. ‘‘Se são as federações que elegem a direção da Confederação, este problema é sério, pois elas estão se tornando dependentes da entidade’’, afirma Rebelo.
Numa primeira análise, segundo Rebelo, está constatado que grande parte das federações brasileiras não recebem nenhum patrocínio para bancar torneios e campeonatos. ‘‘Estamos querendo saber como as entidades estão sendo mantidas se elas não arrecadam nada, praticamente’’, afirma Rebelo. ‘‘Agora estamos levantando quanto a CBF envia para cada uma, e de onde são os recursos.’’ Das 27 federações, 13 responderam que não têm patrocínio. Outras três ainda não responderam, e oito – Rio de Janeiro, São Paulo, Piauí, Pernambuco, Paraná, Minas Gerais, Espírito Santo e Bahia – , confirmaram haver patrocinadores.
A CPI pretende, pelo menos na primeira fase de investigações, fazer qualquer acareação entre os depoentes, apesar de a ex-secretária do técnico Wanderley Luxemburgo, Renata Alves, já ter manifestado esta intenção. ‘‘Somente depois quando tivermos avançado, vamos verificar se será necessário acareações’’, afirmou Rebelo. Renata deverá ser depor na próxima quinta-feira na CPI do Futebol, no Senado, mas ainda não tem data marcada na Câmara.

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