A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Futebol no Senado decidiu mudar a estragégia para assegurar a quebra dos sigilos bancários e fiscal dos clubes e dirigentes: vai enviar ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma maior fundamentação nos pedidos. Desde que aprovou a quebra de diversos sigilos no início do mês, a CPI tem sido derrotada com liminares concedidas pelo STF, que alega falta de documentos comprovatórios para justificar o ato.
Os primeiros casos que a CPI recorreu foi do Flamengo e seu presidente, Edmundo dos Santos, do ex-presidente do Botafogo, Carlos Augusto Montenegro e da empresa de material esportivo Rummell. Apesar de o presidente do Vasco e vice-presidente da CPI da Nike, Eurico Miranda, ter conseguido uma liminar anteontem, a comissão não pretende recorrer de imediato, mas aguardar novos elementos para justificar o recurso.
A intenção da CPI do Futebol era esperar novos documentos do Banco Central e Receita Federal para poder fundamentar as quebras de sigilo, mas decidiu fazer isso de imediato, já que conta com elementos que possam ajudar nas justificativas.
Passe – A partir da próxima semana, quando reiniciam os trabalhos no Congresso, as duas CPIs devem se debruçar sobre outro assunto que não estava em pauta: a Lei do Passe. Parlamentares estão consultando o Tribunal Superior do Trabalho (TST) e STF para saber se há inconstitucionalidade na revogação da lei, que acaba em março.

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