CPI na CBF/Nike deve mesmo acabar em 'pizza'
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 13 de junho de 2001
Agência Estado De Brasília 
Faltou pouco, ontem, para os integrantes da CPI da CBF/Nike se agredirem fisicamente. Muita algazarra para nada. Até às 18h50, os deputados não haviam chegando a uma conclusão, mas a tendência era que a CPI virou mesmo pizza, sem o indiciamento de nenhuma das pessoas investigadas. O tumulto começou no início da sessão de votação do relatório do deputado Silvio Torres (PSDB-SP), com o bate-boca dos deputados sobre os procedimentos que deveriam ser adotados na sessão.
Os parlamentares da chamada Bancada da Bola, ligados à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e às confederações de futebol, queriam votar o substitutivo que reduziria a sete os 33 pedidos de indiciamento feitos pelo relator. A iniciativa anularia as acusações feitas contra o sócio de Pelé, o empresário Hélio Viana, os 21 presidentes de federações e o dirigente da CBF, Ricardo Teixeira.
Já os deputados aliados ao presidente da comissão, Aldo Rebelo (PCdoB-SP), manobraram para prorrogar a sessão até à meia-noite, quando se encerraria o prazo de duração da CPI, sem votar o relatório. A estratégia, inédita na história das investigações parlamentares, impediria a Bancada da Bola, formada pela maioria dos membros da comissão, de aprovar seu substitutivo. Se prevalecer a estratégia de Rebelo, a implosão da comissão ocorrerá de forma automática, sem oficializar nenhum documentos sobre as investigações.


