O presidente da CPI do Futebol, senador Álvaro Dias (PSDB- PR), protocolou ontem, no Supremo Tribunal Federal (STF), as justificativas que levaram a comissão a quebrar os sigilos do Vasco, do presidente do clube, deputado Eurico Miranda (PPB- RJ), e do ex-presidente Antônio Soares Calçada. A liminar em favor dos vascaínos foi concedida pelo presidente do STF, ministro Carlos Velloso, em 25 de janeiro.
Na justificativa, a CPI informa ao STF que o Banco Central (BC) já investiga uma ‘‘enormidade de fraudes envolvendo operações de câmbio’’ por parte do Vasco da Gama. Segundo o documento, ‘‘não foi possível localizar’’, nas investigações do BC, ‘‘valor referente à venda do passe de Edmundo à Fiorentina’’, em 1997.
A CPI também elenca o cheque administrativo 9.047, do Banco do Brasil de Nova York, no valor de US$ 110 mil, que foi trocado no câmbio paralelo. ‘‘Não há nos sistemas de informação do Banco Central a entrada desse valor no Brasil’’, revela o documento da comissão. Segundo a CPI, só ‘‘a análise das contas do dirigente (Eurico Miranda), em confronto com as contas do clube, permitirá descobrir o paradeiro do numerário.’’
O documento da CPI relaciona ainda as transferências dos jogadores Bebeto, para o La Coruña (Espanha), e a ‘‘compra do passe do jogador Guilherme, em 1998.’’

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