CPI garante acesso a investigações do BC
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quarta-feira, 25 de outubro de 2000
Agência Estado De Brasília 
O presidente da CPI do Futebol, Álvaro Dias (PSDB-PR), anunciou ontem que receberá até a próxima quarta-feira toda a documentação dos processos em que o Banco Central detectou irregularidades cambiais na venda de jogadores a clubes do exterior. O BC investigou os 20 maiores clubes que realizaram transferências de jogadores para times estrangeiros entre 1992 a 1997. E constatou, entre outras, operações cambiais que não correspondem ao valor do contrato. Em alguns casos, não houve ingresso da moeda utilizada na negociação.
Alvaro acertou ontem a ida do chefe do Departamento de Combate a Ilícitos Financeiros e Cambiais do BC, Ricardo Liao, à CPI para depor na quarta-feira.
Neste mesmo dia, também foi convidado para prestar depoimento o ministro da Previdência Waldeck Ornélas. Na terça-feira, a CPI pretende ouvir um representante da Receita Federal, provavelmente o próprio secretário Everardo Maciel.
Segundo Alvaro, o presidente em exercício do BC, Carlos Eduardo de Freitas e a diretora de Fiscalização, Tereza Grossi, se mostraram bastante dispostos a colaborar com os trabalhos da CPI, até por que eles têm o desejo de atualizar a legislação que rege esse tipo de operação. Eles disseram que essas operações são regidas ainda por um decreto de 1920, uma época em que a realidade econômica era totalmente diferente da de hoje.
Previdência O ministro Ornélas propôs à cúpula da CPI do Futebol que discuta o subsídio previdenciário que os clubes recebem. Eles deixam de recolher R$ 62 milhões por ano, reclama o ministro, que quer mudar essa regra. Somos torcedores, pagamos os ingressos e voltamos a pagar de novo na hora de pagarmos nossos impostos. Ele ressalta que a Previdência precisa garantir a aposentadoria de todos os trabalhadores, incluindo atletas e funcionários dos clubes.


