CPI faz uma devassa nos negócios de Teixeira
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quinta-feira, 19 de abril de 2001
Agência EstadoDe Brasília 
O presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, tornou-se um dos principais alvos de investigação das duas comissões parlamentares de inquérito (CPIs) que apuram denúncias de corrupção no futebol. Os procedimentos da CPI do Futebol atingem ainda sua ex-mulher Lúcia Hermanny Havelange, seu filho Ricardo Teixeira Havelange, o irmão Guilherme Teixeira e seu tio Marco Aurélio Teixeira. Guilherme, Marco Aurélio e cinco sócios de Teixeira tiveram o sigilo fiscal e bancário quebrado pela comissão.
A ex-mulher e o filho terão investigadas as escrituras, procurações, contratos e testamentos públicos que estão registrados em cartórios do Rio de Janeiro e de Belo Horizonte. Oito empresas do dirigente tiveram o sigilo bancário e fiscal quebrados. O relator Geraldo Althoff (PFL-SC) aponta como ponto mais intrigante nos negócios de Ricardo Teixeira o fato de não constar na sua declaração de renda lucros compatíveis com os seus bens.
Os senadores também decidiram aprofundar as sindicâncias na CBF. A entidade terá de prestar contas, entre outros, sobre os recursos recebidos de patrocinadores, os comprovantes de quitação de impostos, as operações de crédito realizadas nos últimos cinco anos e os nomes dos beneficiários de doações feitas a partir de 1995. A CPI pediu ao Banco Central cópias de processos administrativos em nome da entidade.


