CPI faz devassa nas contas de Ricardo Teixeira
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quarta-feira, 22 de agosto de 2001
Agência Estado<BR>De Brasília 
O presidente e o relator da CPI do Futebol, senadores Álvaro Dias (sem partido-PR) e Geraldo Althoff (PFL-SC), decidiram ontem ampliar a devassa nas empresas do presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, e na contabilidade da entidade. Eles assinaram dez requerimentos, solicitando os mais variados tipos de informações ao próprio Teixeira. Pediram ainda à Receita Federal que abra o sigilo fiscal, a partir de 1994, de 14 empresas ligadas ao dirigente ou à confederação e que realize auditorias naquelas que mantêm contratos com a CBF. O senador Álvaro Dias disse que os dados solicitados vão complementar os que já foram examinados pelos assessores da comissão. Segundo ele, há ''indícios'' de vários tipos de irregularidades no material que já se encontra na comissão.
Ricardo Teixeira foi convocado para depor novamente na CPI dia 2 de outubro. Até lá, Dias acredita que as informações já deverão ter chegado ao Senado. A CPI requereu à Ricardo Teixeira, entre outros, cópia de todos os contratos firmados pela CBF, a partir de 1994, com a intermediação de uma terceira parte, a exemplo do que foi feito com a Companhia de Bebidas da América (Ambev). Pediu ainda as planilhas de registros das viagens, no Brasil e no exterior, realizadas às expensas da confederação, nos últimos seis anos, ''indicando o nome do viajante, o trajeto e o valor pago pela CBF'' e os comprovantes de despesas gastos com a acomodação das delegações dos clubes participantes do Campeonato Mundial de Clubes, no ano passado.


