CPI do Senado quebra sigilo bancário de 20 empresários
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quarta-feira, 08 de novembro de 2000
Agência Estado De Brasília 
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Senado aprovou ontem a quebra de sigilo bancário e fiscal de 20 empresários e ex-jogadores de futebol, todos credenciados pela Fifa, e de seis empresas que têm ligação com estas pessoas. Ontem, o Banco Central enviou à CPI os resultados do sigilo bancário do ex-técnico da seleção, Wanderley Luxemburgo, da CBF e da empresa Traffic.
Ontem, a CPI do Senado também aprovou pedido de convocação do empresário José Hawilla, dono da empresa Traffic, que já está com o sigilo quebrado pela CPI da Nike, na Câmara dos Deputados. Hawilla intermediou o fechamento de acordo entre a CBF com a Nike.
Na lista de empresários com pedido de quebra de sigilo aprovado estão Juan Figer, o uruguaio que negociou o passe de Lucas, do Atlético para o Rennes, da França, por US$ 21 milhões. Figer também negociou o passe de Edu, do São Paulo, para o Celta, da Espanha, por US$ 5 milhões, além de Fábio, também do São Paulo, para o Valência, da Espanha, por US$ 7,3 milhões. Outro que faz parte da lista de quebra de sigilo é o ex-goleiro do Flamengo e atual empresário Gilmar Luiz Rinaldi. A lista também traz o nome do ex-jogador Pedro Luiz Vicençote, o Pedrinho, e de Edino Nazareth Filho, o Edinho.
A CPI pediu ainda a quebra de sigilo de Sylvio Tukasa Aki, João Henrique Areias, Giuliano Bertolucci, Wadih Assady Coury, Marcel Figer, Antônio Galante, Cláudio Guadagno, Joseph Lee Yue Hung, Adelson Duarte Monte Alto, José Gomes Nogueira, Elio de Aparecido Oliveira, Reinaldo Menezes da Rocha Pitta, Leo Rabello, Eduardo Uram, Gilmar Isaias Jara Veloz e Luis Vianna.
Também foi pedida a quebra de sigilo das empresas Systema Ltda, MJF Publicidade e Promoções S/C Ltda, Galante Comunicações Ltda, Sportlink Marketing Esportivo, Kirin Soccer S/C Ltda e OJ Marketing e Eventos Esportivos Ltda.


