CBF e CPI do Futebol vivem hoje mais um capítulo da ''guerra fria'' pelos holofotes que travam desde que a TV Globo exibiu um programa com acusações contra o presidente da confederação, Ricardo Teixeira. Em Brasília, depois de três meses na ''sombra'', a CPI do Senado volta a colher hoje pela manhã o depoimento de um dirigente do futebol brasileiro: o ex-presidente do Flamengo Márcio Braga. O último cartola interrogado pelos senadores foi o presidente da Federação Paulista, Eduardo José Farah, no dia 22 de maio.
Ao contrário de todos os outros depoimentos colhidos desde a criação da CPI, em outubro de 2000, o de hoje não terá caráter inquisitório, segundo o relator Geraldo Althoff (PFL-SC). Para o senador, o fato de a CPI voltar a tomar depoimentos após três meses de ''reclusão'' não significa que a comissão tenha ficado parada. Althoff foi atacado por Teixeira em discurso na semana passada.
O presidente da comissão, Álvaro Dias (sem partido-PR), tem a mesma opinião. ''A fase mais aguda de depoimentos foi no início, tivemos uma pausa para analisar os documentos que chegaram à CPI e, no final, voltaremos a ter depoimentos importantes, como os do deputado Eurico Miranda (PPB-RJ) e do Ricardo Teixeira.''
Adversário de Edmundo dos Santos Silva, Márcio Braga diz que não fará acusações contra o atual presidente do Flamengo. Braga foi derrotado por Santos Silva nas últimas eleições do clube. O presidente flamenguista, que vai à CPI na quinta-feira, disse que está tranquilo quanto ao depoimento de seu rival.

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