CPI do futebol está protocolada
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quinta-feira, 12 de junho de 1997
Ed Carlos Rocha Curitiba 
A criação da CPI que vai apurar irregularidades no futebol brasileiro foi protocolada ontem na Câmara dos Deputados, em Brasília. A partir de agora, o grupo de deputados federais do Paraná que está propondo as investigações. Os deputados Paulo Cordeiro (PTB), Ricardo Gomyde (PC do B), Abelardo Lupion (PFL), Renato Johnson (PSDB) vão trabalhar para conseguir o pedido de urgência urgentíssima na instalação da CPI.
Para isso, seriam necessária, a princípio, as assinaturas de 257 deputados federais. Mas ontem, segundo o deputado Paulo Cordeiro, o líder do governo na Câmara, Luís Eduardo Magalhães, manifestou interesse em apoiar a criação da CPI. Outros 21 pedidos para abertura de CPI estão na frente da solicitação que foi apresentada ontem pelos deputados paranaenses. Mas, conforme informações do deputado Ricardo Gomide, na prática, o apoio do líder do governo significa que não são necessárias as 257 assinaturas para a urgência urgentíssima, e sim apenas as assinaturas de alguns líderes de partido, o que é menos difícil de conseguir.
As negociações com os líderes deve começar a partir da próxima segunda-feira para que se confirme a instalação imediata da CPI. De acordo com o deputado Ricardo Gomyde, assim que instalada a CPI os trabalhos começarão imediatamente, inclusive com as convocações dos envolvidos nos escândalos do futebol, como o presidente da Confederação Brasileira de Futebol, Ricardo Teixeira.
Gomyde era integrante da subcomissão que atualmente analisa as denúncias na Conaf, mas disse hoje que pediu para sair por considerar que as apurações poderiam estar prejudicadas. O presidente da subcomissão é o Eurico Miranda (deputado pelo PPB do Rio de Janeiro) e ele é dirigente no Vasco. A subcomissão deverá ouvir na próxima semana o depoimento do ministro Extraordinário dos Esportes, Édson Arantes do Nascimento, o Pelé.


