A CPI do Futebol, no Senado, dever aprovar hoje a quebra do sigilo bancário de 19 empresários brasileiros que fazem a intermediação na compra e venda de jogadores. De acordo com o relator da comissão, senador Geraldo Althoff (PDL-SC), a abertura da conta desses empresários, todos eles cadastrados na Confederação Brasileira de Futebol (CBF), vai possibilitar o exame da ‘‘caixa-preta’’ formada pelas volumosas transações envolvendo profissionais de todo o País. ‘‘Queremos saber o que vai para a conta de cada um.’’
A partir de hoje, a CPI adotará os primeiros procedimentos para investigar a situação dos bingos. Um requerimento do relator vai pedir à 10ª Vara da Justiça Federal, em Brasília, cópia dos processos sobre as empresas responsáveis pelo funcionamento dos bingos.
Além dos cerca de 20 depoimentos já aprovados, a CPI quer ouvir o sócio da empresa Traffic Assessoria e Comunicações SC Ltda, que intermediou o contrato da Nike com a CBF, J. Ávila, e os presidente das Associação dos Profissionais de Futebol, Wilson Piazza, e da Federação Metropolitana de Futebol do Distrito Federal, Weber Magalhães.
A quebra do sigilo bancário do deputado Eurico Miranda, vice-presidente do Vasco da Gama, não consta por enquanto nos planos do presidente da CPI do Senado, Alvaro Dias (PSDB-PR).
Já a CPI da Nike, na Câmara, espera colher hoje subsídios dos depoimentos dos cronistas esportivos Juca Kfouri, Tostão, Flavio Prado e José Trajano para o interrogatório do presidente da CBF, Ricardo Teixeira, que ainda não foi marcado.

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