A CPI do Futebol constatou que a Federação Mineira de Futebol (FMF) transferiu recursos da ordem de R$ 145 mil para a conta de Aremithas José de Lima, funcionário do Vasco da Gama, a quem o presidente da FMF, Élmer Guilherme Ferreira, disse desconhecer, além de não saber explicar as razões da transferência dos recursos.
Segundo a Agência Estado apurou, a Federação Mineira usou uma conta corrente ‘‘laranja’’, aberta em nome da Indústria Ramezoni, sem que a empresa soubesse da existência da conta.
Ferreira justificou como ‘‘prejuízo de caixa’’ o empréstimo no valor de R$ 1,5 milhão junto à Federação Paulista de Futebol em 1998. Segundo ele, do total desse débito, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) já quitou R$ 500 mil e o restante será pago pela CBF à Federação Paulista, do total de repasse que terá de fazer à Federação Mineira.
A CPI também estranhou uma transação envolvendo um imóvel rural, no município de Barra do Garça (MT), que teria custado à FMF, em 30 de novembro de 1998, R$ 400 mil, e que no dia seguinte foi avaliada pelo Incra em R$ 2,4 mil. Acredita-se que Ferreira usaria o valor do imóvel - superavaliado - para quitar débitos da federação com o INSS.

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