A CPI criada para investigar o contrato firmado entre a Nike e a Confederação Brasileira de Futebol, que deve ter seu fim decretado amanhã no plenário da Câmara, chegou ao maior ídolo da história do esporte brasileiro, Pelé. Ontem, foi aprovada a quebra dos sigilos bancário e fiscal de nove empresas ligadas a Hélio Vianna, sócio do ex-ministro de Esportes de FHC. Entre as empresas afetadas pela medida está a Pelé Sports & Marketing.
A vida bancária de Vianna também será devassada pela CPI, que acredita que o sócio de Pelé praticou crimes de evasão, elisão e sonegação fiscal.
Além disso, Eurico Miranda (PPB-RJ) e Dr. Rosinha (PT-PR) apresentaram documentos que, segundo eles, provam que o ex-ministro e Vianna são sócios da empresa Pelé Sports & Marketing Incorporation (PSMI).
Vianna refutou a informação de que ele e Pelé sejam donos da empresa no exterior. O ataque ao principal ídolo do esporte brasileiro é uma resposta dos parlamentares ao acordo firmado entre o ministro Carlos Melles (Esporte e Turismo), Pelé e Ricardo Teixeira, que, segundo o próprio presidente da comissão, Aldo Rebelo (PC do B-SP), minou os trabalhos da CPI.
‘‘Tem muita gente querendo que a investigação pare. Alguns trabalharam para interromper os trabalhos: Teixeira, J. Hawilla (dono da Traffic), Juan Figer (empresário investigado pela comissão), o próprio governo. Foi um belo abafa que fizeram’’, disse Rebelo, bastante abatido. O relator Sílvio Torres também lamentou o provável fim dos trabalhos da CPI. Até um dos deputados que mais combateram a CPI, o presidente do Vasco, Eurico Miranda, disse que lutaria pela continuidade das investigações.

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