O presidente do Flamengo, Edmundo Santos Silva, vai ter que explicar aos senadores, no depoimento que presta hoje CPI do Futebol, onde foram parar os US$ 2 milhões que desapareceram na compra do jogador Petkovic junto ao Venezia, da Itália. O craque sérvio foi comprado por US$ 6,5 milhões, o clube brasileiro garante que pagou esse valor, mas funcionários do próprio Flamengo alegam que o time italiano só recebeu US$ 4,5 milhões. Além disso, a transação foi intermediada por duas empresas de off shore, a Lake Blue e a Picoline, esta última com sede em um paraíso fiscal nas Ilhas Virgens.
Edmundo também terá que responder outras acusações de caráter administrativo, que demonstram que, durante a sua gestão, a partir de 1999, o patrimônio líquido do clube desvalorizou mais de 3.500%, passando de R$ 3.431 milhões para R$ 106.688. No mesmo período, as despesas cresceram de R$ 39,4 milhões para R$ 150,27 milhões. ''Se fosse uma empresa, o Flamengo já teria falido há muito tempo'', confirmou um assessor da CPI.

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