O presidente da Federação Paulista de Futebol, José Eduardo Farah, terá de explicar, em seu depoimento à CPI do Futebol no Senado, marcado para hoje, por que recebe salários para presidir a entidade se a função não é remunerada. No depoimento anterior à comissão, ocorrido no início deste ano, Farah garantiu não receber vencimentos para ocupar o cargo. Mas os senadores descobriram repasses para a conta do dirigente de aproximadamente US$ 15 mil, na época em que o câmbio era um real igual a um dólar.
O relator da CPI, Geraldo Althoff (PFL-SC), irá insistir nessa contradição, neste novo depoimento. Outro ponto a ser questionado serão os repasses de dinheiro feitos por Pedro Ives Simon, também funcionário da Federação Paulista, para as contas de Farah.
''Nós quebramos os sigilos bancário e fiscal do Pedro, mas a documentação ainda não chegou'', declarou o presidente da CPI, senador Álvaro Dias (PDT-PR).

mockup