Coxas não se abalam;
atleticanos se calam
Ed Carlos Rocha e
Edmundo Inagaki
O escândalo envolvendo o vice-presidente afastado do Coritiba, João Carlos Vialle, e o goleiro reserva do Iraty, Claudecir Roberto França não abalaram os jogadores e a comissão técnica do Coritiba. Pelo menos é o que eles próprios dizem. ‘‘Não temos nada com isso. O nosso negócio é jogar futebol’’, disse o goleiro Régis. ‘‘Só temos que nos preocupar com o que acontece dentro do campo’’, afirmou o zagueiro Gélson Baresi. ‘‘Eles sabem que têm que pensar só no clássico’’, afirmou o técnico Valdyr Espinosa.
Apesar disso, o presidente do Coritiba, João Jacob Mehl, fez questão de conversar ontem por cerca de 20 minutos com os jogadores sobre a suposta tentativa de suborno. ‘‘Explicamos a eles que não podem ficar abalados com esse problema para não prejudicar o rendimento no jogo’’.
No Atlético, impera o silêncio sobre o episódio. Ontem à tarde, depois do treino tático secreto realizado no CT do Umbará, nenhum jogador do elenco quis se pronunciar a respeito.
Para o técnico Abel Braga, o episódio representa o ‘‘lado negro do futebol’’. ‘‘Ninguém vai falar sobre esse assunto aqui. Nossos jogadores estão vacinados contra isso. Estamos preocupados é com o Coritiba dentro de campo’’.

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