Coxa tropeça,
Atlético estaciona
e Paraná surpreende
Luiz Claudio Oliveira
Desde que começou o campeonato brasileiro, nunca, em nenhuma rodada, os três times da primeira divisão do Paraná venceram juntos. Sempre foi aquela sequência de resultados alternados. Quando um ganhava, sempre tinha alguém que perdia ou empatava. No sábado, não foi diferente. Quando todos pensavam que o Coritiba iria assumir a ponta da tabela, eis que joga mal e tropeça no Atlético Mineiro. Para compensar, o Paraná Clube surpreende e ganha do Santos na Vila Belmiro dando uma respirada profunda e uma melhora na tabela, embora ainda permaneça na UTI. O Atlético, por sua vez, decepcionou novamente a torcida e despediu-se, agora até matematicamente, de qualquer chance de classificação.
Sem liderança
O Palmeiras, que continua caindo de produção, foi novamente derrotado, desta vez pelo Cruzeiro. O resultado beneficiou o coritiba, que poderia ter assumido a liderança do campeonato caso conseguisse vencer o Atlético-MG. Mas não soube aproveitar a chance. Até que começou bem, fazendo um gol no início da partida, mas bastou o maestro João Santos sair de campo, contundido, ainda no primeiro tempo, para o time perder a criatividade. O Coritiba, que já estava sem o importante apoio do lateral Rubens Junior, com Luis Carlos todo torto pelo setor, apesar de jogar bem na parte defensiva, ao perder João Santos ficou ainda mais torto com Claudinho, fora de ritmo de jogo e completamente perdido em campo. O comportamento do time deixou muda e nervosa a torcida, que não fez a festa esperada por todos.
O Atlético Mineiro não tardou a sentir que o corotiba não era aquele time combativo e criativo no meio-de-campo e perigoso pelas laterais. Assim, começou a tomar conta do jogo usando a velocidade e os deslocamentos de Marques e Valdir para incomodar a defesa alviverde. No final, o Coritiba melhorou, com a entrada de Dirceu no lugar de Claudinho, mas a partida não foi boa e até mesmo os gols foram estranhos.
De qualquer maneira, o Coritiba manteve a regularidade de ter sido o time que mais empates conquistou jogando em casa (8 partidas) e o que mais venceu jogando fora (7 partidas). Continuando este ritmo, seria melhor o time ficar entre o quinto e o oitavo lugares para garantir a ‘‘vantagem’’ de ter dois jogos fora na segunda fase.
Resistindo
O Paranito (dá-lhe Thiago) aproveitou a ressaca santista pela conquista internacional e mostrou que, no Brasil, o buraco é mais embaixo. Conseguiu vencer o Santos e demonstrou que só depende dele mesmo para fugir do rebaixamento. Vai ter que encarar um Palmeiras duplamente mordido (duas derrotas consecutivas) e um Flamengo lutando pela vaga no G-8. Quem venceu o campeão da Conmebol pode tudo.
Administração Esportiva
Começou em Curitiba, na semana passada, o curso de pós-graduação em Administração Esportiva feito em parceria entre a Universidade do Esporte e o Instituto Superior de Administração e Economia do Mercosul (Isae), da Fundação Getúlio Vargas. Entre os mais de 40 profissionais matriculados, estão jornalistas, representantes do Rexona/Paraná, de federações esportivas, professores de educação física, donos de academias, profissionais ligados à Secretaria de Esportes e educação do governo estadual e do município, administradores, contadores e outros. Os clubes de futebol, infelizmente, não mandaram nenhum representante.
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