Curitiba - O Coritiba está entrando na Justiça comum e na Justiça Desportiva para tentar punir o Vasco da Gama pelos atos de violência de torcedores contra os jogadores do time. Na noite de quinta-feira, depois do jogo em que o Coxa perdeu de 2 a 1 para o Vasco, vários jogadores foram agredidos fisicamente por torcedores quando estavam dentro do ônibus, no estacionamento do Estádio de São Januário.
Ontem, a diretoria do Coritiba recebeu uma carta da diretoria do Vasco com um pedido de desculpas pelo ocorrido depois da partida. No Rio de Janeiro, o clube carioca também divulgou nota oficial em que se dizia solidário ao Coritiba e explicava que tinha tomado todas as providências para a realização do jogo, inclusive nas questões de segurança. Segundo o relato, havia sido pedido reforço no policiamento e até escolta ao ônibus dentro e fora do estádio, o que não teria ocorrido.
A nota afirma ainda que o meia Jackson teria provocado torcedores e que se não fosse a ação dos seguranças do clube teria ocorrido uma tragédia. A posição dos comandantes do Coxa é seguir com as ações na Justiça e pedir a interdição do estádio e a identificação e punição dos agressores. ''Não é possível um clube manter abertos os portões que dão acesso ao vestiário, isso é expor o visitante ao perigo, ao risco'', disse o presidente do Coritiba, Giovane Gionédis. A Torcida Organizada Força Jovem do Vasco assumiu a agressão.
Segundo os relatos dos jogadores, alguns estavam no ônibus e outros no vestiário quando os torcedores invadiram o ônibus e passaram a agredir os atletas. Os mais atingidos foram os meias Jackson, Willians e Souza e o atacante Gélson. Eles sofreram escoriações, mas não correm perigo e devem treinar e jogar normalmente. Alguns torcedores ainda teriam tentado entrar no vestiário, obrigando alguns atletas a se refugiarem dentro do campo. Até Gionédis sofreu agressões físicas.
Incompreensivelmente, a Polícia Militar do Rio de Janeiro não ficou no estádio para dar proteção à delegação do Coritiba. Apenas poucos seguranças do próprio Vasco estavam ainda por lá.
Depois do conflito, a delegação do Coritiba foi a uma delegacia para dar queixa. Fez exames corporais que comprovaram as agressões e Gionédis entrou com uma queixa-crime contra os agressores e o próprio Vasco. Também foi pedido ao árbitro que incluísse as agressões em relatório para a CBF. Agora, a diretoria do Coritiba vai entrar com uma representação contra o Vasco no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), pedindo a interdição do estádio e também vai responsabilizar o Vasco segundo o Estatuto do Torcedor.
O time perdeu, mas manteve o terceiro lugar, um ponto à frente do São Paulo. A próxima partida será amanhã, contra o Paysandu, às 18 horas, no Couto Pereira.

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