Coxa pode ficar fora do Brasileiro
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segunda-feira, 08 de julho de 2002
Luiz Claudio Oliveira<br> Equipe da Folha 
Curitiba O Coritiba está apresentando reforços para o segundo semestre veja reportagem nesta página mas ao mesmo tempo tem que se preocupar com os inúmeros e crescentes problemas com dívidas. Se não se cuidar, pode ficar impedido de entrar com o time em campo para participar do Brasileirão, além de poder perder importantes imóveis do clube em ações de penhora.
O diretor de futebol, Domingos Moro, afirmou que as histórias de dívidas que estão sendo levantadas seriam ''politicagem'' porque o presidente do Coxa, Geovani Gionédis, é candidato a governador. Ele, a princípio, negou a existência de uma ação de penhora do CT da Graciosa, revelada com exclusividade pela Folha de Londrina na semana passada.
No entanto, quando os repórteres quiseram saber melhor sobre a questão ele admitiu a existência da ação. Afirmou que ela será contestada porque o CT já está hipotecado junto ao Bradesco e não poderia, por isso, ser alvo de penhora. O Coritiba teria que disponibilizar outro bem, ainda não definido, para garantia da dívida de R$ 3,5 milhões, pelo não recolhimento de FGTS por cerca de dez anos.
O time corre ainda o risco de ser suspenso pela Fifa caso não pague uma dívida com um empresário que tinha direitos de negociação do jogador Mozart. Na época da venda do passe do meia para o Flamengo, o Coritiba não consultou este agente, que alegou ter direito a uma porcentagem e ingressou com ação na Fifa. O Coritiba atrasou o envio de sua defesa e foi condenado a pagar 750 mil de indenização.
Como último recurso, o clube pegou uma declaração do jogador afirmando não ter nenhum negócio com o empresário. Se não se livrar do pagamento da multa, ficará impedido de participar do Brasileirão.
O total da dívida do Coritiba não é revelado pela diretoria. Diretores consultados informalmente aceitam o valor de R$ 30 milhões como razoável. O clube fatura cerca de R$ 12 milhões anuais.


