Evitar o clima de terra arrasada e buscar a recuperação na próxima semana, quando disputa em casa a segunda semifinal da Copa do Brasil. Este é o desafio da vez para René Simões, que hoje tem ainda que definir a equipe que amanhã recebe o Goiás, no Couto Pereira, pelo Brasileiro.
A desvantagem na Copa do Brasil - perdeu por 3 a 1 para o Inter, em Porto Alegre - é minimizada pelo treinador, que atribuiu a derrota a "um apagão" defensivo de sua equipe. Mas René mantém o habitual otimismo e prefere destacar que "o jogo ainda não acabou".
Apesar de ter prometido uma "revolução" tática para enfrentar o Colorado, o técnico pouco alterou a forma do Coxa atuar no Beira-Rio, praticamente repetindo o esquema adotado antes pelo Flamengo contra o mesmo rival, com marcação individual sobre Nilmar, Taison e D’Alessandro. Só que o resultado não veio e agora o time precisa vencer por 2 a 0 dentro de casa para chegar à final. A favor do Coritiba para este jogo decisivo está mesmo o retorno de Marcelinho Paraíba, ausência sentida em Porto Alegre.
Como não atuou na quarta, o MPB9 deve ser confirmado no time titular para o confronto de amanhã, diante dos goianos. Mas alguns dos principais jogadores devem ser poupados, abrindo espaço para aqueles que René costuma chamar de "invisíveis". Démerson, Jailton, Bruno Batata e Leozinho, que não disputam a Copa do Brasil, podem ser as novidades do Coxa. Cleiton, que retornou de contusão e jogou alguns minutos contra o Inter, pode ser escalado para ganhar ritmo. Rodrigo Mancha, Marcos Aurélio, Ariel e Leandro Donizete são os mais cotados a ganhar uma folga.
O que pode influenciar nas decisões do treinador é a necessidade de vencer amanhã, algo que o clube não conseguiu em três rodadas do Nacional. "Se ele (René) perguntar, todos vão querer jogar, até porque nossa campanha no Brasileiro não é boa. Mas isso depende de toda uma comissão", afirma o zagueiro Pereira, que prefere não ser poupado do jogo de amanhã. Felipe, outro defensor, pode ser negociado com o futebol português.

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