Luciano Balarotti


O Coritiba nem precisou jogar bem, mas achou um gol no fim, venceu a Ponte Preta e, no mínimo, igualou suas melhores campanhas na Copa do Brasil. Depois de duas eliminações para o Grêmio, nas semifinais de 1991 e 2001, o Coxa volta a figurar entre os quatro melhores da competição e aguarda o adversário, definido hoje no confronto entre Internacional e Flamengo.
O sufoco começou quando a defesa, com Rodrigo Mancha pela direita e Pereira de líbero, não se encontrava. Fato aproveitado pela Macaca, que tomou conta do jogo e parecia até ser a equipe mandante. Os campineiros perderam duas chances em cinco minutos, em chutes de Tinga e Márcio Mexerica (este após bobeada de Vicente) que passaram perto do gol. E só não abriu o placar aos nove porque o leve toque de Danilo Neco aproveitando a saída desesperada de Vanderlei foi para fora, por pouco.
A resposta só veio aos 13, em lance em que Carlinhos Paraíba acreditou em bola perdida, ganhou de dois zagueiros e tocou para Marcelinho Paraíba, que errou a conclusão. Quatro minutos depois, Mexerica deixou André na cara do gol, mas Vanderlei fez boa defesa no chute cruzado. Aos 22, o Coritiba finalmente mostrou que queria mais do que o empate sem gols. Na pressão, depois de três cruzamentos seguidos, Felipe chutou por cima, da pequena área. E Ariel ainda teve tempo de errar um chute e desperdiçar bom cruzamento de Marcelinho antes de Aranha brilhar.
Nos poucos momentos que correu perigo, o goleiro, que deve ir para o Atlético-MG, fez três defesas fantásticas. A primeira em bomba rasteira de Marcelinho. As outras em cabeçadas certeiras, depois de escanteios, de Mancha e Pereira - esta última um verdadeiro milagre quando a torcida já gritava gol.
No 2º tempo, a história do jogo se repetiu, com a Ponte tomando a iniciativa, já que precisava marcar. O técnico Marco Aurélio, que na etapa inicial já havia invertido o lado dos laterais Marrom e Guilherme para confundir a defesa alviverde, lançou o time à frente, primeiro com Juan e depois com Rogerinho. E logo criou oportunidades com Mexerica, Jean e William - este último exigiu três boas defesas de Vanderlei, a última aos 41 minutos. Desorganizado e recuado, o Coxa quase não ameaçou, até que Marcelinho cruzou para o apagado Ariel concluir de cabeça, sem chances para o goleiro. Gol solitário que garantiu a vaga na semifinal, R$ 360 mil no bolso e manteve vivo o sonho alviverde de ganhar um título nacional no ano do centenário. Mas com um sufoco que a torcida não esperava.

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