Coulthard vive a síndrome de Barrichello
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quinta-feira, 01 de março de 2001
Agência Folha De Melbourne 
Em seu sexto Mundial pela McLaren, David Coulthard vive uma situação parecida com a de Rubens Barrichello na Ferrari: terá que se desdobrar para permanecer na equipe no ano que vem.
As chances de o escocês obter sucesso, porém, são menores. E a maior indicação disso é o seu retrospecto apenas regular na categoria, apesar de sempre ter corrido por equipes grandes.
Cansado de esperar que Coulthard desencante, o time deve anunciar sua dispensa. O escocês só não será demitido se fizer um excelente campeonato ou se a equipe tiver dificuldades em encontrar um substituto na F-1.
Em todos esses anos pela McLaren -nas temporadas de 1994 e 1995 o escocês esteve na Williams-, Coulthard nunca chegou a disputar efetivamente o título.
Sua melhor chance veio em 2000. Depois de sobreviver a um desastre aéreo na França, no início de maio, o escocês foi segundo colocado no GP da Espanha, terceiro no GP da Europa e venceu em Mônaco pela primeira vez.
Ao fim dessa série, já era o vice-líder do campeonato, atrás de Michael Schumacher. Coulthard, porém, não aproveitou a chance.
Voltando à sua rotina, foi superado por Hakkinen nas provas seguintes e teve que assistir, resignado, à disputa pelo Mundial.
Para este ano, como de costume, Coulthard fez promessas na apresentação do novo carro. Quero muito ser campeão neste ano, afirmou o piloto, que ainda exigiu igualdade de tratamento com o companheiro. Já bati Hakkinen e Schumacher algumas vezes em brigas diretas. O que me falta é apenas um pouco mais de apoio da equipe.


