David Coulthard venceu ontem o GP da França, reabriu o Mundial de F-1 e, de quebra, ainda pôs em dúvida a conduta do rival. Seu companheiro de equipe, Mika Hakkinen, ficou em segundo lugar. Rubens Barrichello, da Ferrari, ficou em terceiro, repetindo sua colocação na prova de 1999 – foi o quarto pódio do brasileiro nas cinco últimas corridas. Schumacher, seu companheiro na escuderia italiana, que largou na pole, abandonou o GP na 59ª volta, com o motor estourado.
Em quarto chegou o canadense Jacques Villeneuve, da BAR. Em quinto, o alemão Ralf Schumacher, da Williams. Em sexto, o italiano Jarno Trulli, da Jordan. O paulista Pedro Paulo Diniz, da Sauber, foi o 11º. E o paranaense Ricardo Zonta abandonou na 16ª volta.
A prova foi uma das mais movimentadas da temporada, com a disputa pela liderança sendo resolvida na pista e não nos boxes, como vem se tornando comum. Depois de ter largado mal nas últimas corridas, Barrichello ontem teve um bom início de prova. Ultrapassou Coulthard, segundo no grid, e passou a trabalhar como ‘‘escudeiro’’ de Schumacher, que disparava na frente.
Na 22ª volta, o escocês se livrou de Barrichello na curva Adelaide, único ponto de ultrapassagem, e partiu para cima do alemão. Sem a chuva forte prevista pela meteorologia francesa, o asfalto quente começou a consumir ainda mais os pneus. E os pilotos dos times de ponta começaram a ir para os boxes na 23ª volta.
Schumacher e Coulthard mantiveram suas posições e Hakkinen, que era quarto, superou Barrichello. O escocês ‘‘grudou’’ em Schumacher e, na 33ª volta, tentou a ultrapassagem na Adelaide. Mas o alemão defendeu a posição.
Coulthard, imediatamente, levantou o braço direito e, com os punhos cerrados, protestou contra a atitude do rival. Sete voltas depois, no mesmo ponto, finalmente conseguiu a manobra – chegou até a tocar rodas com o alemão, que não recolheu a Ferrari após ter sido ultrapassado. ‘‘Peço desculpas pelo meu gesto, contrário aos princípios do esporte’’, disse o vencedor. ‘‘Mas espero que todos entendam que eu estava com raiva. Schumacher não vem dirigindo da maneira digna de um esportista. Há regras na F-1. Tentar mandar o rival para fora da pista não está entre elas.’’
O alemão, que acabaria abandonando 19 voltas depois, disse que a sua manobra, ao defender a liderança, foi totalmente normal. ‘‘Na minha opinião, não houve nada de incorreto’’, afirmou.
A queda-de-braço de Schumacher e Coulthard e a resposta clara sobre a situação do escocês na equipe têm data marcada: dia 16, na Áustria, abertura da segunda metade da temporada da F-1.

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