Coulthard critica rigor da FIA
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 19 de junho de 2000
Agência Folha De Montreal, Canadá 
Um erro banal custou ao escocês David Coulthard um bom resultado no GP do Canadá, domingo, em Montreal. O mesmo erro, admitido por ele a jornais ingleses, pode ter impedido que o escocês dispute para valer o título mundial. Após a corrida, a expressão de Coulthard era de desolação. Compreensível, até, após os incidentes da corrida.
Coulthard chegou a Montreal após uma vitória em Mônaco e a 12 pontos do líder do campeonato, o alemão Michael Schumacher. Esperava fazer novamente uma boa corrida para encostar na pontuação do ferrarista e poder cobrar de sua equipe, a McLaren, tratamento de primeiro piloto.
Seus planos, segundo contou a jornalistas ingleses, começaram a desabar na volta de apresentação. A partir daí, o que aconteceu com o escocês em Montreal lembraria cenas de uma comédia-pastelão.
Estava tentando posicionar meu carro na linha amarela do grid e deixei o motor morrer, disse. Foi um erro meu. Normalmente, isso não seria um problema, mas como meu carro estava torto, os mecânicos tiveram que ligar o motor e depois levantar o carro para colocá-lo no lugar certo. Aí, o tempo estourou.
Os mecânicos da McLaren só deixaram o grid de largada instantes antes da volta de apresentação pelo regulamento esportivo, o grid precisa estar limpo 15 segundos antes. Coulthard largou em segundo, manteve a posição e estava disputando a liderança com Schumacher quando recebeu uma punição pelo incidente.
Precisou entrar nos boxes, cumprir um stop and go e, a partir daí, viu sua prova comprometida de segundo, caiu imediatamente para décimo lugar. Na pressa para recuperar posições, Coulthard cometeu ainda outro erro, rodando na pista. Terminou a prova em sétimo, fora da zona de pontuação.
Apesar de ter admitido o erro, o escocês criticou a postura dos comissários da FIA (entidade máxima do automobilismo) e o regulamento da categoria. Entendo as regras, mas acho que a FIA deveria ser mais coerente na hora de aplicá-las. Eu não havia levado vantagem nenhuma na volta de apresentação, declarou, para depois ser mais incisivo. São coisas assim que fazem as pessoas desligarem a TV. Elas ficam privadas de ver uma disputa. Essas decisões tiram a essência do esporte.


