De São Paulo - A boa performance na goleada da Seleção Brasileira por 6 a 0 sobre o Bolívia no amistoso da última quarta-feira, no Estádio Serra Dourada, em Goiânia, deixaram os jogadores estreantes eufóricos quanto à possível ida para a Copa do Mundo, em julho, no Japão e Coréia do Sul. Além de arrancar elogios do técnico Luiz Felipe Scolari, os novatos tiveram suas carreiras valorizadas e já sonham com cifras milionárias em uma futura transação com o futebol europeu.
Reconvocados para o amistoso desta quarta-feira, em Riad, contra a Arábia Saudita, todos querem mostrar que têm condições de defender a seleção na Copa.
Felipão não se furtou de elogiar os calouros da seleção, principalmente os volantes Kléberson, do Atlético Paranaense – ‘‘Parecia um veterano na equipe do Brasil’’ – e Gilberto Silva, do Atlético Mineiro – ‘‘O cabeça-de-área não é um brucutu, como muitos entendem’’. Para o técnico da seleção, jogando bem os calouros ‘‘estão tomando a vaga de alguém’’. A afirmação seria um recado ao volante Vampeta, do Corinthians, que há muito tempo não tem um rendimento satisfatório na seleção e nem no Flamengo, seu último time antes de se transferir para o Parque São Jorge.
Os estreantes não escondem o contentamento com a estréia positiva na seleção. ‘‘Na hora que entra em campo, não tem que pensar, tem que jogar’’, afirmou Kléberson sobre sua atuação. ‘‘Tenho muito para jogar ainda’’, completou o jogador do Atlético Paranaense. ‘‘A confiança vai aumentar cada vez que eu tiver uma oportunidade’’, disse Gilberto Silva.
O meia Kaká, do São Paulo, também não se intimidou ao vestir a camisa ‘‘amarelinha’. ‘‘Não teve problema algum, tive a oportunidade de entrar e jogar e isso foi muito bom para mim. O contato com os outros jogadores foi muito proveitoso’, disse Kaká no seu desembarque em São Paulo.
A grande novidade para o amistoso contra a Arábia Saudita será o meia Djalminha, do Deportivo La Coruña, da Espanha. ‘Tenho que observá-lo. É um jogador que teve alguns problemas com lesões e quero testá-lo’’, disse o treinador, que agradeceu a boa vontade da equipe espanhola em liberar Djalminha.
Segundo o treinador, os clubes europeus ‘‘nos pediram que não convocássemos seus jogadores, porque foram realmente ‘massacrados’ durante as eliminatórias. Gostaria de contar com alguns deles, mas não quis entrar em conflito’’.
De extrema habilidade e excelente visão de campo, Djalminha pode ser uma das alternativas de Scolari para terminar de definir as vagas disponíveis da equipe para o setor ofensivo.

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