Costura política deve manter Iran Campos à frente do Londrina
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terça-feira, 03 de dezembro de 2002
Lúcio Flávio Moura<br> Reportagem Local 
A ofensiva de um grupo de conselheiros para evitar o rompimento entre o co-gestor Iran Campos e o presidente Osvaldo Sestário Filho pode ter garantido ao Londrina Esporte Clube a sequência do planejamento para a temporada 2003.
A articulação política possibilitou a realização de um encontro entre a cúpula da Londrina Júnior Team (LJT) que também integram o grupo co-gestor do profissional e a diretoria executiva do LEC, que seria realizado na noite de ontem no apartamento do empresário J. B. Faria, que também é conselheiro do clube.
A Folha apurou que um jantar celebraria a reconcialiação entre as duas partes. No entanto, nem o presidente do LEC nem o co-gestor confirmaram a tendência de reaproximação. Sestário admitiu que compareceria ao jantar. Iran Campos não. À tarde, as duas partes tiveram reuniões internas, provavelmente para acertarem os ponteiros para a delicada negociação noturna.
Quando eclodiu a crise entre os dois grupos, o co-gestor afirmou à Folha que seu rompimento com o clube era uma ''decisão irreversível''. Sestário chegou a afirmar que o Londrina viveu muito tempo sem o apoio do empresário.
O diretor de marketing Peter Silva, do lado do LEC, e Júlio Lemos, do lado da LJT, ajudaram a mudar as perpectivas do conflito. Lemos é um dos principais investidores do clube, enquanto Silva depende da força do time para garantir sua representatividade no âmbito da Série B e da CBF, onde o clube faz campanha por uma vaga na Copa do Brasil.
As perspectivas em torno do acordo eram de um provável enfraquecimento da figura de Sestário no comando do futebol do clube e a ampliação dos poderes do co-gestor no final da tarde de ontem. Sestário disse no domingo, que estaria disposto a ''fazer concessões'', sem querer dizer quais.


