São Paulo - Quando entrarem em campo hoje às 14 horas para definir o campeão da Copa da África, Costa do Marfim e Egito protagonizarão um duelo entre a África do século 21 e a África do século 20. De um lado está uma das equipes mais badaladas do continente, que tem todos os jogadores (cuja média de idade é 25 anos) em ação nos clubes do exterior e um técnico francês. Do outro estão os donos da casa, que têm o apoio nas arquibancadas mas contam com um elenco mais envelhecido (que tem 26,9 anos como média de idade), um técnico nacional e têm apenas três jogadores em ação no futebol europeu sendo que o principal deles, o atacante Mido, do inglês Tottenham, brigou com o treinador na semifinal e foi afastado da equipe nacional por seis meses.
Vencedor das duas primeiras edições da competição e antiga força no continente, mas fora das Copas do Mundo desde 1990, o Egito está atrás de seu quinto título, que o deixará isolado como o país com mais coroas da África. Chegou à decisão seguindo a antiga receita do futebol africano: juntar na seleção os principais jogadores dos clubes locais. Juntos, Al Ahly e Zamalek têm 15 atletas dos 23 que disputam o torneio.
Já a incensada equipe de Costa do Marfim, única entre as semifinalistas africanas qualificadas para a Copa do Mundo, aposta em seu capitão no confronto de hoje. Didier Drogba, 27 anos, titular absoluto do poderoso Chelsea, atual campeão e líder disparado do Campeonato Inglês, encarna a imagem da equipe marfinense.

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