Johannesburgo - Defesa forte e contra-ataque. É dessa maneira que a Costa do Marfim vai enfrentar o Brasil neste domingo, no estádio Soccer City, em Johannesburgo, pela segunda rodada do Grupo G da Copa do Mundo da África do Sul. Os marfinenses acreditam que até podem vencer a seleção que consideram a melhor do planeta. No entanto, jogam de olho na tabela e, como enfrentam a fraca Coreia do Norte na última rodada, consideram o empate esta noite um excelente resultado.
  Apesar da clara manifestação defensiva, o maior reforço da Costa do Marfim neste domingo vai estar no ataque: Didier Drogba, o craque do time, participa da partida e deve jogar desde o início, apesar das tentativas de causar suspense. ‘‘Não se surpreendam se ele jogar desde o início’’, disse durante a semana o técnico sueco Sven-Goran Eriksson, sobre o atacante que está usando uma tala especial para proteger o antebraço direito fraturado há cerca de duas semanas.
  Eriksson conta com Drogba para tornar eficiente a conclusão dos contra-ataques, algo que não ocorreu no 0 a 0 da estreia contra Portugal. ‘‘Precisamos de melhorar ofensivamente. Com Drogba isso fica mais fácil, pois ele conclui bem e tem força física para lutar contra os zagueiros’’.
  Para o sueco, o fato de pegar a seleção classificada em primeiro lugar no ranking da Fifa é um desafio. Nem por isso ele pretende que seus jogadores se empolguem ou se precipitem. ‘‘Um empate é um bom resultado porque depois enfrentaremos a Coreia do Norte. Temos de respeitá-los, mas é fato que os coreanos não podem ser considerados favoritos a uma das vagas. Nós estamos na briga’’.
  A predisposição defensiva comandada por Eriksson é assumida pelos jogadores sem rodeios. ‘‘No jogo contra o Brasil, não somos nós que temos a obrigação de atacar’’, deixou claro o lateral e volante Eboue. ‘‘Nossa primeira missão é defender’’.

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